“Os Inadequados”, em apresentação gratuita no Galpão Arthur Netto
Nos dias 25 e 26 de fevereiro, ás 20h no o Galpão Arthur Netto, estreia da peça “Os Inadequados”, do grupo Teatro da Curva da Cooperativa Paulista de Teatro.

A peça examina fragmentos da vida dos imigrantes “Nuno” e “Josie, a barata”. O espetáculo, comentado por dois “escrivães”, é ambientado num suntuoso palácio onde circulam a “Rainha”, centro das relações, sua filha “Helen”, uma jovem fútil, “Alexander”, um jovem que galanteia a princesa, e “Dr. Albert”, médico da corte. “Nuno”, um dos hóspedes, é um guitarrista de blues, imigrante legal: letrado, culto e conceituado internacionalmente, esforça-se ao máximo para fundir-se à sociedade real. Em contraponto, “Josie, a barata”, uma imigrante ilegal que trabalha no palácio e que tem sérios problemas com um oficial de imigração, faz de tudo para reencontrar sua origem.
O Teatro da Curva surgiu em São Paulo em maio de 2003, com o objetivo de criar um espaço de reflexão sobre temas urbanos, por meio de uma dramaturgia própria, ou por meio da adaptação de textos clássicos que tenham a cidade como pano de fundo.
Em 2004, o Teatro da Curva encenou a peça “O Pronunciamento”, de Marcos Gomes. O texto foi desenvolvido pelo autor durante o Workshop de dramaturgia ministrado pela Royal Court Theatre (UK), em 2003, no CCSP, e tem como mote a solidão na metrópole. Ficou em cartaz no ano de 2004, em São Paulo.
Entre 2005 e 2007, o grupo ficou em cartaz com o espetáculo “Noite na Taverna – Versão Curva”, uma adaptação de Ralph Maizza do conto homônimo de Álvares de Azevedo.
Em 2006, o Teatro da Curva ficou em cartaz com o Projeto Dose Dupla, que tinha como objetivo levar ao palco dois dramaturgos contemporâneos que escrevem na cidade de São Paulo. Para nós, este projeto é a continuação de um trabalho com a nova dramaturgia que sempre foi desenvolvido pelo grupo. Foram escolhidos “Medusa de Rayban”, de Mário Bortolotto, e “O mistério de Charles”, de Marcos Gomes.
No ano de 2008, mais uma vez o Teatro da Curva investiu na adaptação de clássico. A comédia: “Otimismo”, adaptação do conto – “Cândido ou o Otimismo”- de Voltaire.
A primeira temporada do espetáculo aconteceu no ano de 2008. Em 2010, o grupo fez apresentações do espetáculo no Paraná e foi convidado a se apresentar na VI Mostra de Referências Teatrais de Suzano, bem como no Candem Fringe, Festival de Londres – festival este que o grupo foi impedido de participar pela imigração britânica, que não autorizou a entrada naquele país de nove atores do grupo, apesar da apresentação de todos os documentos necessários e da carta-convite do Festival. Tal episódio foi amplamente divulgado, tanto pela mídia brasileira, quanto pela mídia estrangeira.
Em 2009, estreamos “Doce Outono”, espetáculo de Ralph Maizza vencedor do prêmio de melhor espetáculo e melhor ator no festival de diálogos cênicos da FACCAMP.
O Galpão Arthur Netto está localizado à Avenida Fausta Duarte de Araújo, 23 – Jd. Santista – Mogi das Cruzes (próximo ao Hospital Ipiranga).
O espetáculo é recomendado para maiores de 14 anos e as entradas são gratuitas.
Obs.: (retirar o ingressos a partir das 18h. 01 ingresso por pessoa)
Informações: (11) 3433 9841 ou Galpão arthurnetto@uol.com.br
Fonte: Galpão Arthur Netto.



O espetáculo “Dois Perdidos” conta a história de dois homens companheiros de um quarto de pensão que vivem na marginalidade social e profissional. Trabalhando em biscates no mercado da cidade, Paco e Tonho destilam entre si veneno e esperança enquanto aguardam o dia seguinte e as dificuldades de uma vida miserável. Tonho tem a esperança a conseguir um emprego melhor e se arrumar na vida e condiciona todo o sonho num sapato novo que o faça parecer mais apresentável. Paco, por sua vez, não tem esperança nenhuma de melhorar de vida. Quer sim viver bem nessa vida precária e sem moral a qual já se acostumou. Também condiciona esse sonho à uma flauta, com a qual conseguiria ser admirado e aceito na “rodas de bacana” devido ao talento que tem com o instrumento. O conflito entre os dois colegas, amigos e inimigos ao mesmo tempo, é o recheio e o combustível para o espetáculo que leva o público para dentro desse universo pobre e amoral em que vivem.

“Em o Velório, por exemplo, a primeira peça da trilogia, a mulher com sua dor de traída e trocada e sendo julgada pelos moradores da cidade, é proibida de receber o corpo de Cristo na sexta santa, depois, sabendo da “morte fantástica” do marido, exige que o corpo dele seja velado dentro de casa a 7 chaves, para que ela e as outras da família assista ele apodrecer diariamente, mas para sua surpresa, o defunto cheira bem a cada dia. Já em Sábado de aleluia, a trama segue a partir de uma freira que é beijada a força durante a procissão na sexta santa e se mata ao raiar do Sábado de Aleluia, desde então cai uma maldição na cidade onde as pessoas só podem se beijar aos sábados de aleluia. E a ultima, uma família de 5 irmãs e um único irmão que é idolatrado por elas, onde uma das personagens é amiga confidente de Nossa Senhora Aparecida e em nome dela leva a família ao desfecho de morte por conta do casamento do irmão com a estranha Virginia. Muita coisa ainda esta em andamento, todas as historias se passam no fim da quaresma, durante os sacros dias de sexta, sábado e o domingo de Páscoa, parto desses pontos para a criação da triologia”, afirma Antônio.
pesquisa da linguagem fantástica para a concepção desse universo.




